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A computação de alto desempenho (HPC — high performance computing) é um mercado que se vale das inovações da tecnologia de ponta, é um indicador do que será utilizado pela empresas nos próximos anos, validando as tecnologias para uso futuro pelo mercado corporativo, já que envolvem soluções pioneiras e que estarão disponíveis, em breve, no mercado. Isso porque trabalha a exploração e a simulação física de diferentes fenômenos ou ainda avaliação de distintos cenários empresariais, buscando respostas, soluções ou alternativas para o objeto de cada estudo.
A computação de alto desempenho está ganhando cada vez mais espaço, principalmente entre as instituições de pesquisa de todo o mundo e, também, da América Latina. Isso porque o mercado de educação e pesquisa precisa de grande potência de processamento, tecnologia de ponta, escalabilidade e confiabilidade para realizar seus estudos e cumprir com sua missão, contribuindo com a evolução do conhecimento e desenvolvimento de novas tecnologias, modelos matemáticos e muito mais.
Segundo dados do IDC, o mercado de HPC cresceu 15% em 2007, chegando a US$11,6 bilhões e a estimativa é que durante os próximos 5 anos, este mercado cresça a uma taxa anual composta de 9,2% até 2012, quando deve atingir um valor de mercado de US$18 bilhões.
Razão para isso é que a computação de alto desempenho está saindo dos laboratórios de institutos de pesquisa e de universidades, para atender os negócios comerciais, de áreas mais tradicionais do mercado como manufatura e serviços financeiros.
Um ponto importante é que os sistemas de cluster e grid vêm ganhando espaço como arquitetura usada nos supercomputadores e, segundo dados do IDC, já representam 50% dos dos sistemas atuais, levando-se em consideração a lista Top500 Supercumputadores. É justamente com os sistemas de midrange que o DC prevê o maior crescimento.
O HPC se originou na comunidade acadêmica e a maior oferta de software de código aberto, está mudando a plataforma de software usada pelos diversos institutos que gerenciam sistemas de alto desempenho. Linux, Open Solaris e ofertas como o Lustre, vêm ganhando espaço como infra-estrutura utilizada pelos supercomputadores, abrindo a oportunidade para uma série de novas pesquisas e desenvolvimentos.
Para os institutos de pesquisa e comunidade acadêmica, a disponibilidade de software de código aberto para supercomputadores é um grande avanço, especialmente pelas baixas barreiras de entrada que oferecem, além de contar com o apoio da comunidade para o desenvolvimento colaborativo destinado à evolução do software, garantindo ainda mais confiabilidade para o sistema HPC que utilizam.
A América Latina já conta com importantes instalações de HPC baseadas em sistemas Sun, como o cluster utilizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) no sistema de monitoramento e previsão de tempo, além do grid da UNESP, que envolve diversas frentes de pesquisa, desde uso em bio-ciências e estrutura de genoma, até sistemas para simulação de modelos de engenharia. Há ainda o recente projeto Galileu, incentivado pela Agência Nacional de Petróleo, que integrará 17 universidades com uma capacidade total de processamento próximo a 60 mil cores, voltada para simulações sísmicas de campos de petróleo com o de Tupi, recentemente confirmado como uma das maiores descobertas da década.
Como sabem, a Sun sempre apoiou o trabalho colaborativo e o compartilhamento do conhecimento e, pelo uso de sistemas Sun em instalações de HPC, estamos suportando as inovações a serem trazidas pelas universidades e institutos de pesquisa.
Esperamos que você seja um grande beneficiário dessas inovações.
Até a próxima,
Miguel
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