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Tecnologia e o Meio Ambiente



Miguel MartínezOlá leitor do Inner Circle,

Muito comentam sobre a luta pela natureza como uma forma de defender a fauna e a flora do planeta, mas na verdade a luta é muito maior e visa também defender a nós, seres humanos, para que não sejamos dizimados como os dinossauros. Mudanças climáticas, redução de emissão de CO2 e redução do consumo de energia são os temas mais frequentemente debatidos, quando se pensa em preservação do meio ambiente.

A tecnologia tem um papel cada vez mais crítico nessa conversação. Há alguns anos a tecnologia permitiu que passássemos da era do conhecimento para a era da participação, uma fase em que deixamos de ser apenas receptores de informações e passamos a ter a nossa disposição um número muito maior de oportunidades para participar em diversas comunidades e projetos.

Esse processo permite uma democratização maior das informações, assim como aumento da conscientização dos indivíduos sobre cada tema, como a própria preservação do planeta. Muitas ONGs que trabalham em defesa do meio ambiente utilizam a internet para divulgar os resultados atingidos, divulgar ações (como a recente atividade do Greenpeace na ponte Rio-Niteroi) e até mesmo recrutar voluntários, entre outras.

Mas não se pode ignorar que toda essa facilidade também traz seus impactos ao meio ambiente, sendo o lixo eletrônico gerado e os consumos de CO2 e de energia os mais críticos. Programas de reciclagem estão sendo propostos por governos e empresas, para diminuir o lixo eletrônico que vai para o lixo comum. Para se ter uma ideia, estima-se que, nos EUA, 163 mil monitores sejam jogados fora diariamente, ou seja cerca de 3,5 mil toneladas diárias de material que pode ser reciclado ao invés de ir para o lixo.

Outro tema crítico é a emissão de CO2. A indústria de PCs e celulares de todo o mundo são responsáveis por 2% da emissão de CO2, ou o equivalente a 600 milhões de toneladas por ano. Quanto ao consumo de energia, nota-se claramente que estamos consumindo cada vez mais energia (no Brasil, em 2000 registrou-se um aumento quase 30% maior em relação a 1994) e a capacidade de produção não está acompanhando o ritmo de crescimento (em 2000 a produção brasileira de energia foi pouco superior a 20% em relação a 1994).

Tendo estes dados em mente, é preciso que além da conscientização e ações da comunidade, é preciso que as empresas também tenham seus programas de responsabilidade eco-social e incentivem seus colaboradores a participar deles. As empresas de TI devem ter em seus programa o investimento em pesquisa e desenvolvimento, para oferecer ao mercado tecnologias verdes. Em São Paulo, realizou-se o evento sobre soluções e tecnologias verdes, o Ecogerma.

A Sun está engajada nessa caminhada, oferecendo sistemas ecoeficientes, com baixo consumo de energia e menor tamanho e dissipação de calor, reduzindo assim a necessidade de refrigeração e espaço e, ao mesmo tempo, com maior poder computacional.

Um excelente exemplo da redução do impacto tecnológico que esses novos sistemas da Sun causam ao ambiente pode ser observado na consolidação de alguns de nossos datacenters, onde se conseguiu uma redução de 3,2 toneladas de CO2 emitido, além de um menor consumo de energia na ordem dos 1,5 megawatts, utilizando um espaço 88% menor.

O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente, disse uma vez o líder indiano Mahatma Gandhi. Assim, a preservação está nas mãos das escolhas que fazemos hoje.

Pense nisso!

Miguel Martinez