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Sun busca serviços de TI fora da empresa
Olá novamente, leitores do Inner Circle da Sun. Os leitores mais assíduos devem se lembrar de que, em maio de 2007, eu argumentei que a TI que conhecemos está chegando ao fim. Em vez de continuar construindo e mantendo aplicações, nos pareceu, na Sun, que as grandes empresas adotariam um modelo no qual a maioria dos serviços empresariais/aplicações seriam gerenciados por fornecedores externos.
Gerei uma grande polêmica. Como — perguntaram muitos leitores — poderia eu estar tão mal orientado? Será que não entendia que estava sugerindo algo impraticável? Será que não temia que a minha sugestão pudesse expor a empresa a novos riscos operacionais e de segurança?
Se houver uma alternativa, gostaria de ouvir a respeito. Ninguém questionou ainda a minha observação de que a construção e a manutenção intermináveis de aplicativos, datacenters e redes, significa que as organizações de TI simplesmente não conseguem acompanhar a demanda dos usuários.
A Sun tem trabalhado agressivamente para montar as peças desse novo modelo de TI. Chamamos esta abordagem de "computação empresarial na rede aberta", que eventualmente fechará as portas para a maioria dos processos antigos de entrega de serviços de TI. Acreditamos que, possivelmente, a principal responsabilidade da TI será de gerenciar os dados, as relações mútuas de serviço e as relações com os fornecedores de tecnologia, cujas ofertas serão entregues através da Internet em vez de redes privadas.
Possuir Eficiência Empresarial Requer Arrendamento de Software
A Sun já está pondo um fim no fornecimento tradicional de TI com projetos seletos. Mas, para assegurar que o novo modelo seja implementado em toda a empresa, o nosso roadmap começa definindo quais são os serviços.
Entendo que muitas pessoas ainda são céticas em relação aos benefícios deste modelo, citando freqüentemente a segurança como um obstáculo "impossível" de se superar.
Os serviços de TI na rede aberta não são iguais à terceirização ou offshoring. Tipicamente, essas atividades envolvem meramente ter um provedor de serviços que execute aplicações existentes. No novo modelo, os serviços de TI e suas aplicações são acessados através de assinaturas. Como comprador desses serviços (ou assinaturas), devemos ser céticos em relação ao hardware, ou mesmo às aplicações, que o provedor de serviços está usando.
Entendo que muitas pessoas ainda são céticas em relação aos benefícios deste modelo, citando freqüentemente a segurança como um obstáculo "impossível" de se superar. É por isso que faço uma pergunta simples: Quem faz a sua folha de pagamento? Pense sobre isso. Eu poderia apostar que é alguém de fora da sua empresa. E mais, você não é o único que utiliza esse serviço.
Você tem preocupações relacionadas à segurança com o provedor da sua folha de pagamento? Você conhece ou, ao menos, se interessa pela aplicação que ele usa para gerar o seu pagamento? É verdade, existem alguns serviços de TI que agregam valor a uma empresa e esses serviços não devem ser compartilhados, mas serviços tais como de folha de pagamento, tipicamente, não têm nenhum negócio sendo criado ou gerenciado dentro da empresa.
Talvez seja a idéia de compartilhar serviços de software com outras empresas que deixe as pessoas de TI desconfortáveis, ainda que as reduções de custos sejam consideráveis. Num modelo de serviços, as empresas poderiam pagar apenas pelo que precisam, para um número específico de funcionários (como no exemplo da folha de pagamento). Atualmente, a maioria das empresas constrói as aplicações como se todo funcionário fosse usar, o que normalmente significa gastar muito tempo e dinheiro, criando sistemas e aplicações muito grandes.
Os custos de configuração para construir serviços dentro da empresa não são os únicos gastos. A maioria das empresas acaba usando mais energia elétrica e de computação do que o necessário para aplicações usadas em larga escala que nem todos usam. Isso faz tanto sentido quanto acender todas as luzes da casa quando você pretende ler um livro na sala de estar.
Serviços de TI na Rede Aberta
É um modelo audacioso para alguns, mas a Sun está comprometida a um novo modelo de TI, no qual aplicações e serviços serão fornecidos por fornecedores externos. Clique aqui para obter detalhes sobre os serviços de assinatura e os elementos fundamentais que identificamos.
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Cadastrar-se em um provedor de serviços de TI de múltiplos arrendatários pode aumentar a flexibilidade e a resiliência de uma empresa. Na maioria das empresas de TI, se o CIO precisa otimizar a venda de serviços, o desafio imediato é descobrir meios de aumentar a capacidade de processamento e armazenamento. Em seguida, precisa pensar em como justificar o aumento do custo do datacenter.
Nesse meio-tempo, os funcionários precisam esperar pelos serviços solicitados. Mas, com o modelo proposto, os funcionários podem continuar produtivos. Uma das metas do novo modelo de serviços da Sun é chegar ao ponto em que os próprios gerentes solicitem os serviços necessários para seus funcionários, a partir de uma lista de fornecedores, em vez de chamar a área de TI para fornecimento.
O Novo Modelo de Serviços se Apóia em Elementos Fundamentais
Para chegar mais perto de um ambiente onde os serviços de TI são simplesmente encomendados a partir de um menu de opções, os meus colegas e eu identificamos 10 serviços essenciais às operações da Sun que poderiam ser passados para terceiros. Esses serviços vão desde desktops para usuários até atividades de datacenter e questões de segurança.
No processo, chegamos à conclusão de que muitos serviços compartilham dependências similares — o que chamamos de elementos fundamentais. Por exemplo, um elemento de colaboração de mão-de-obra pode incluir serviços como trocas instantâneas de mensagens e redes sociais, enquanto os elementos de dados e voz sem fio podem suportar integração de e-partner e gerenciamento de dados.
Enfim, identificamos 15 elementos fundamentais abrangendo itens diversos, desde capacidade de processamento de datacenter virtualizado até backups de cliente móvel. Por si só, esses 15 itens não são tão notáveis, mas conforme fazemos um mapeamento das necessidades, conseguimos obter uma idéia mais clara de como podemos repassar serviços para terceiros. Com esses elementos fundamentais implementados, a Sun não terá de reconstruir ou substituir a infra-estrutura por causa de um fornecedor específico.
Então, o que uma empresa faz se o serviço que ela precisa não pode usar elementos fundamentais? A empresa pode esperar que a tecnologia amadureça. Felizmente, muitas tecnologias maduras estão disponíveis, tais como folha de pagamento, e-mail e serviços de voz. Em relação aos serviços mais novos, finalmente, eles irão amadurecer também. Mas, em vez de esperar, a minha equipe concluiu que pode fazer sentido, em alguns casos, contar com dois ou mais serviços — e usar os atributos que funcionam para conseguirmos oferecer valor agregado aos clientes.
Reavaliação de Riscos passa a ser uma Ferramenta de Avaliação de Serviços
Os serviços de TI na rede aberta também exigem uma nova avaliação de risco e egurança, o que preocupa muitos tecnólogos. Tradicionalmente, as empresas de TI atribuem o mesmo grau de segurança para todos os serviços. O nosso modelo de risco assume diferentes níveis de segurança para cada serviço e avalia o risco e a segurança em uma base de custos.
Os serviços de TI na rede aberta também exigem uma nova avaliação de risco e segurança, o que preocupa muitos tecnólogos.
As finanças, por exemplo, devem ter segurança invulnerável, ou então, as conseqüências podem ser catastróficas. Mas, outros serviços como redes sociais, não têm o mesmo peso. Isso é, com freqüência, um conceito difícil de ser assimilado pela maioria das pessoas de TI, mas, para mim, é difícil entender por que a minha empresa desejaria dar a mesma ênfase na segurança de um "wiki" acessível ao público e em um pacote de software de serviços financeiros.
Quando o assunto é escolher fornecedores, a questão da segurança deve estar entre as ofertas de serviço da empresa. Mas para assegurar que as informações possam ser compartilhadas entre os funcionários e parceiros da Sun, o novo modelo requer uma forte estrutura de autenticação. Na Sun, nos baseamos na estrutura da Liberty Federation, que é bem entendida no ramo.
As interfaces-padrão também ajudam no gerenciamento de riscos com fornecedores de serviços. Graças a um pequeno empurrão da Web 2.0, esses fornecedores entendem cada vez mais a importância da padronização de serviços. Em termos de segurança, isso facilita o trabalho com múltiplos fornecedores, de forma que não será necessário re-autenticar os usuários cada vez que fizerem login em um serviço separado.
As avaliações de outros riscos na escolha de fornecedores geralmente exigem o mesmo tipo de bom senso usado no ambiente de negócios. A reputação e a confiabilidade, junto com acordos e preços claramente definidos, formam a base de avaliações de riscos de um fornecedor de serviços no novo modelo de fornecimento de TI.
O Futuro Já Está Aqui
Enquanto escrevo, a Sun está passando de uma fase de conceituação de como os acordos de serviços vão funcionar para uma fase de fundação de um novo modelo de TI, e um elemento-chave fundamental já está implementado e funcionando com o nosso mecanismo de entrega de rede aberta. Isto tem permitido a todos os funcionários da Sun, assim como aos clientes, parceiros e visitantes, ter acesso móvel às aplicações e aos serviços que precisam, e esperamos que seja usado como o principal elemento fundamental para vários serviços.
Em outras áreas, como o ambiente de serviços do nosso centro de atendimento, estamos migrando para um ambiente de resposta de voz interativa (IVR), hospedado e global, que fornecerá à Sun muitas opções na escolha de provedores para vários serviços.
Mas, talvez mais importante ainda, o serviço de autenticação global da Sun será usado para a maioria das aplicações até o final deste ano, o que assegurará que os serviços possam ser acessados no modelo de rede aberta. Nesse momento, a porta para a TI tradicional já terá fechado significativamente e não haverá retorno. Mal posso esperar.
Bob Worrall
CIO, Sun Microsystems
cio@sun.com
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