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O pioneiro de Software como serviço (SaaS), Dr. Timothy Chou, compartilha sua opinião
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O software como serviço (SaaS) é a próxima evolução na forma como as empresas utilizam e pagam pelo software. Alguns dizem que é o próximo passo na realização da tecnologia "dialtone". Executivos e gerentes de empresas desejam compreender o impacto do SaaS nos seus resultados, na estrutura de modelo empresarial e nos requisitos operacionais em tempo real.
O Dr. Timothy Chou foi um dos pioneiros no fornecimento de SaaS, quando lançou os esforços da Oracle em 1999. Durante os últimos 10 anos ele escreveu vários livros, incluindo The End of Software. Ele tem ensinado e aconselhado numerosas empresas nessa mudança significativa no negócio de software. Mais recentemente, ele foi o autor do livro Seven, que aborda sete modelos fundamentais de negócios, do tradicional até a Internet. Chou compartilha com os leitores do Inner Circle as suas opiniões sobre o software como serviço e o potencial impacto sobre como as empresas fazem negócios, atualmente e no futuro.
Inner Circle (IC): O Software como Serviço é uma preocupação para os executivos? Se assim for, por quê?
Como regra geral, se você pegar o preço de compra do seu software e multiplicá-lo por quatro, isso será o que você irá gastar por ano para gerenciar esse software. Isso traduz-se facilmente em 75% do seu orçamento ligado à gestão dos sistemas de software existentes.
Dr. Timothy Chou (TC): O custo é certamente uma preocupação executiva. Não importa em que ramo você está, o seu orçamento de TI é dominado não pelo custo dos computadores, mas pelo custo das pessoas — as pessoas que gerem o desempenho, a disponibilidade, a segurança e a manutenção do software que você adquiriu. Como regra geral, se você pegar o preço de compra do seu software e multiplicá-lo por quatro, isso será o que você irá gastar por ano para gerenciar esse software. Isso traduz-se facilmente em 75% do seu orçamento ligado à gestão dos sistemas de software existentes.
Você tem várias opções para diminuir esse custo. Por exemplo, suponhamos que adquiriu licenças para software empresarial tradicional por $ 4.000,00 por usuário. Hoje, provavelmente você estará gastando mais de $ 1.000,00 por usuário, por mês para gerenciar esse software. Você poderia optar por terceirizar o gerenciamento desse software para empresas prestadoras de serviços terceirizados tradicionais. Isso lhe daria menos flexibilidade do que o seu modelo convencional, mas o custo cairia para menos de $ 1.000,00 por usuário, por mês.
A segunda opção é perguntar se o fornecedor fornece o respectivo software como um serviço. Empresas, tais como a Callidus, Oracle e Blackbaud, todas oferecem essa opção. Em geral seus preços serão significativamente mais baixos do que $ 1.000,00 por usuário, por mês — mais perto de $ 200,00 por usuário, por mês. Se estiver pronto para comprar um novo aplicativo, há uma série de novas empresas que criaram o seu Software como Serviço desde o início (WebEx, Taleo, Salesforce.com, Kintera, NetSuite, RightNow). Ao invés de $ 200,00 por usuário, por mês, esses provedores custarão perto de $ 50,00 por usuário, por mês. Como podem ver, há muitas opções para reduzir custos.
IC: Qual é o impacto da implementação do Software como Serviço nos meus resultados?
TC: Ao ter o seu software fornecido como um serviço você diminuirá os seus gastos globais, mas há outras vantagens também. Escolher o Software como Serviço permite-lhe voltar a sua valiosa atenção de gestão do gerenciamento de segurança, desempenho e disponibilidade do software para a determinação de como usar a tecnologia para transformar o seu negócio. Atualmente, quer você esteja no ramo do varejo, serviços financeiros, cuidados da saúde, alta tecnologia ou nos serviços, a sua empresa é uma empresa de software em termos de como está usando tecnologia para diferenciar a sua oferta, causar impacto no mercado e interagir com clientes e parceiros. Quando você libera o orçamento de TI do gerenciamento de software você pode usar esse orçamento para explorar a tecnologia e suportar objetivos comerciais.
IC: Estou considerando a aquisição de Software como Serviço, quais são os principais aspectos que tenho que levar em consideração?
TC: A primeira coisa a considerar é quais são os principais processos empresariais que está tentando automatizar? Depois, encontre o especialista nessa área. A especialização tem sido a chave para a excelência em qualquer empreendimento humano. Considere os exemplos como a Concur, especializada em gestão de despesas, ou a DealerTrack, especializada em processamento de salários do ramo automotivo. Assim que souber que o especialista pode fornecer o processo empresarial de que precisa, comece a perguntar sobre o respectivo fornecimento. Por exemplo, descubra quantas vezes eles atualizaram o aplicativo com sucesso no ano anterior e pergunte sobre o prazo médio de disponibilização de uma versão de patch de segurança e quando está disponível para sistemas de produção.
É tarefa de cada empresa separar o que é principal do que é contexto. Em seguida, focar em reduzir os custos do fornecimento dos processos e informações de contexto — e usar o valor economizado para o que é principal.
IC: Quais aplicações é melhor manter internas e quais devem ser acessadas por demanda?
TC: Isso depende do que é o principal e o que é contexto. Uma atividade principal (processos ou informações) distingue uma empresa da sua concorrência. Liderança em atividades principais avança diretamente a missão do negócio e conquista o reconhecimento do mercado. Atividades principais são aquelas nas quais uma empresa deve concentrar o seu talento, gestão e recursos internos, porque são fundamentais para a estratégia da empresa.
Atividades de contexto são as que, apesar de poderem ser essenciais, não distinguem a empresa das outras no mercado. É importante reconhecer que as atividades de contexto podem ser importantes para a missão, mas não necessariamente principais. Como exemplo, a eletricidade é importante para a missão, mas não é principal. Contas a pagar e aplicações de livro-razão geral podem ser importantes para a missão, mas é difícil considerá-los como principais. E-mail pode ser importante para a missão, mas será principal? Recomendo a busca desses processos de contexto e tê-los fornecidos como um serviço por demanda por alguém para quem esse serviço é o negócio principal. É tarefa de cada empresa separar o que é principal do que é contexto. Em seguida, focar em reduzir os custos do fornecimento dos processos e informações de contexto — e usar o valor economizado para o que é principal.
IC: A decisão pela opção por demanda depende do tamanho da empresa? As pequenas e médias empresas têm as mesmas considerações que as empresas grandes?
TC: A escolha de ter as aplicações de contexto fornecidas como um serviço não depende do tamanho da empresa. Mas sim de onde você se encontra na curva de adoção de tecnologia. Algumas pessoas adotam logo, enquanto outras aguardam até que um produto tenha "ganhado a rua" antes de decidirem adotar.
O mercado amadureceu muito nos últimos oito anos. Quando eu comecei a trabalhar na Oracle, muitos CIOs perguntavam: "Por quê eu haveria de obter os meus aplicativos Oracle fornecidos por demanda? Quando eu saí, em 2005, a pergunta era: "Como é que eu mudo para por demanda?" Atualmente tenho encontrado muitos CIOs que obtêm todas suas aplicações empresariais de contexto fornecidos como serviço, desde filtros de spam do Google, sistemas de conferência de Web da WebEx, aplicativos de serviços da RightNow, até financeiros da Oracle. O Software como Serviço oferece uma maneira de baixar gradualmente pontos de preços e fornecer IP para mais e mais pessoas. Isto se aplica a empresas de qualquer tamanho.
IC: Como é que uma estratégia por demanda ajuda a diminuir emissões de carbono?
TC: Qualquer um que explore o SaaS preocupa-se com os custos de energia, refrigeração e espaço necessário para alojar o hardware no local comparado com a mudança ao modo por demanda. Para compreender o impacto dessas decisões na escala, dê uma olhada nas decisões de datacenter que a Google, Yahoo! e a Microsoft estão tomando. O The New York Times estimou que a Google opera cerca de 450.000 servidores. Se cada um desses servidores consome aproximadamente 200 watts, isso significa que a Google consome quase 900 GWh (Giga Watt horas) por ano. Isso é equivalente a fornecer energia para uma cidade de mais de 100.000 casas durante um ano. Portanto, o que parece ser uma opção insignificante de mudar de um servidor que consome 200 watts (o seu) para um que consome 180 watts (o deles), na verdade proporciona uma redução relevante em emissões de carbono ao longo de centenas de milhares de servidores — e reduções óbvias para a sua empresa, já que não precisa mais alojar o equipamento.
IC: Se eu estiver considerando oferecer o meu Software como Serviço, o que é que eu devo ter em conta?
TC: O livro Seven discute dois modelos híbridos (Modelo Quatro e Modelo Cinco) que suporta o Software como Serviço se você for uma empresa de software existente. Se for uma empresa de software nova, então estará provavelmente considerando só o Modelo Seis em que você concebe o seu Software como Serviço desde o início. Se for suficientemente grande, você pode fornecer aplicativos múltiplos em modelos múltiplos. Como exemplo, a Blackbaud fornece o seu tradicional Software como Serviço no Modelo Quatro e, pela aquisição do eTapestry e Kintera, tem agora dois aplicativos oferecidos no Modelo Seis.
O quadro abaixo caracteriza os pontos principais dos Sete Modelos Empresariais de Software de Chou. De acordo com o autor, algumas empresas operam só em um modelo, enquanto outras têm produtos que operam em modelos múltiplos. Obtenha uma cópia gratuita do livro Seven do Dr. Chou..
Sete Modelos Empresariais de Software
O meu conselho para executivos de empresas de software seria de encontrar o modelo ou modelos com os quais desejam operar e iniciar o processo de execução logo e não mais tarde.
Sobre Timothy Chou
Timothy Chou foi um dos pioneiros no movimento de software fornecido como um serviço por demanda. Ele foi o autor do livro The End of Software baseado na experiência dele como Presidente de Oracle por Demanda. Mais recentemente, além da autoria do livro Seven, ele lançou a primeira classe em Software como Serviço na Universidade de Stanford, foi co-fundador da Openwater Networks, que é pioneira no lançamento de uma nova geração de aplicativo empresarial baseado em pesquisa (não SQL), e é membro do conselho de direção da Blackbaud (NASDAQ: BLKB).
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