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CHESF MODERNIZA CENTROS REGIONAIS DE OPERAÇÃOUma das maiores geradoras e transmissoras de energia do país, adota sistema Sage, do Cepel, e plataforma Sun/Solaris. Para fazer frente ao crescimento na demanda de energia elètrica na região Nordeste, estimada em uma taxa anual de 5%, a Chesf - Companhia Hidro Elètrica do São Francisco - investe continuamente na modernização tecnológica de seus centros regionais de operação. Em junho próximo, a empresa completa uma importante etapa do processo de automação da área de produção, com a modernização do Centro Regional de Operações do Leste, em Recife, e do Centro Regional de Operações do Centro, em Paulo Afonso. Responsável pela geração e transmissão de energia elètrica para oito estados do país (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), e atendendo a cerca de um quarto da população brasileira, a Chesf iniciou o processo de automação em 1992. A solução adotada, embora fosse a mais moderna da època, era totalmente centralizada - todo o controle do sistema era feito no centro operacional do Recife. Em 1995, a empresa Chesf iniciou um processo de descentralização, que previa a criação de cinco centros regionais de operação e a adoção de plataformas de informática com arquitetura aberta. "Havia uma necessidade de descentralizar a rede, que estava centrada em quatro computadores de grande porte", explica Henrique Aguiar, chefe da área de Automação Industrial. Outra importante decisão da empresa foi a adoção do Sage - Sistema Aberto de Gerenciamento de Energia, para a supervisão e controle de toda rede de energia. Desenvolvido pelo Centro de Pesquisas em Energia Elètrica da Eletrobrás (Cepel) com patrocínio parcial da Chesf (ver box), o sistema roda em servidores Sun e sistema operacional Solaris. "Por uma questão de confiabilidade e disponibilidade, resolvemos passar para uma arquitetura Risc, com servidores Sun", afirma Aguiar. Inicialmente, o Sage foi instalado em três dos cinco Centros de Operação Regional-COR (Salvador, Teresina e Fortaleza). Cada Regional conta com dois servidores da linha Ultra 60, para receber as informações do Sage. A esses Centros se ligam usinas e subestações. Algumas das subestações são monitoradas por unidades terminais remotas, com sistema de supervisão local; outras delas, jásão digitalizadas. Para Aguiar, a comunicação padronizada entre subestações e Centros Regionais ou entre os próprios Centros èo grande objetivo da Chesf. "A busca èpadronizar protocolos de acordo com a norma internacional, para não dependermos de um determinado fornecedor", diz. Os tècnicos que irão operar os Centros Regionais de Recife e Paulo Afonso estão sendo treinados em um laboratório montado em parceria com o Cepel. A solução ècomposta por servidores Ultra 60, da Sun, e inclui um sistema em rede Fast Ethernet. Segundo Aguiar, o convênio èmuito importante, pois tem suprido serviços de base de dados/telas e desenvolvido novas funcionalidades para o Sage. "Trata-se de um sistema vivo, no qual as necessidades e a tecnologia estão sempre se modificando", afirma. Testes em laboratório Prevista para junho, a modernização dos Centros Regionais de Operação (CRO) de Recife e de Paulo Afonso representa a última etapa do projeto de implantação do Sage nos despachos regionais da Chesf. Devido àcomplexidade e variedade de detalhes do projeto, a Chesf e o Cepel criaram um laboratório específico para desenvolvimento e treinamento do novo sistema. O laboratório reproduz a estrutura do sistema elètrico de Recife e de Paulo Afonso, permitindo aos tècnicos do Cepel fazerem os ajustes necessários no programa (novas configurações, validação do sistema, e outros), e aos funcionários da Chesf se familiarizarem com ele. A plataforma utilizada pelo laboratório èbaseada em servidores Ultra 60, da Sun Microsystems, a mesma que seráusada nos Centros. "O Sage èum sistema de aquisição e controle, que varre todo o sistema elètrico, colhendo e analisando milhares de informações em tempo real. Por isso, o seu requisito básico èuma plataforma cuja confiabilidade e alta disponibilidade sejam indiscutíveis", explica Henrique Aguiar. Em abril serão feitos os últimos testes no laboratório. Posteriormente, todo o sistema serátransportado para os CRO's de Recife e de Paulo Afonso, que estarão entre os mais modernos e bem equipados do país. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||