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CETIP GARANTE A EFICIÊNCIA DO SPBPreparando-se para o novo cenário da compensação bancária, a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos implanta infra-estrutura de alta disponibilidade, baseada em plataforma Sun/Solaris. A partir de 2 de janeiro de 2002, quando o novo Sistema de Pagamentos Brasileiro-SPB, a ser implantado pelo Banco Central, entrar no ar, o fluxo de pagamentos bancários do país nunca mais seráo mesmo. As mudanças serão muitas, mas todas dentro de um mesmo propósito: diminuir os riscos assumidos nas operações. Para isso, serão criadas câmaras de compensação, estruturadas com avançados ambientes de informática, que darão suporte ao novo sistema. Pela proposta de reestruturação, várias operações serão feitas por um sistema on-line. Na prática, os clientes de bancos, pessoas físicas ou jurídicas, poderão realizar transferências de dinheiro de uma instituição para outra, sem precisar aguardar os prazos de compensação. Chamado de Sistema de Transferências em Tempo Real (STR), o novo produto reduziráos riscos de compensação de cheques de grandes volumes. Os antigos instrumentos de transferência, como cheques e DOC's, continuarão existindo, mas a tendência èque os próprios bancos desestimulem, pelo aumento de tarifas, suas utilizações. Isso porque, para os valores superiores a R$ 5 mil, as instituições terão de constituir um depósito prèvio não remunerado, a fim de assegurar a operação. Outra grande novidade do SPB seráa proibição aos bancos de ficarem com a conta reserva, existente no Bacen, negativa ao longo do dia. Atualmente, os bancos podem ficar com essa conta negativa e acertarem o dèbito no final do dia com títulos públicos no Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia). A Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos-Cetip, empresa criada, em 1986 por instituições financeiras e pelo Banco Central, para garantir segurança e agilidade às operações do mercado financeiro, criaráuma clearing de ativos e tambèm iráoperacionalizar a clearing de pagamentos da Federação Brasileira das Associações de Bancos-Febraban. Denominada Câmara Interbancária de Pagamentos-CIP, a clearing de pagamentos da Febraban seráadministrada e operacionalizada pela Cetip, que proveráos sistemas, os centros de processamento e o suporte de informática necessários àoperação da nova empresa. Para preparar toda essa nova estrutura, a Cetip montou uma rede de comunicação e implantou três centros de processamento de dados, sendo dois no Rio de Janeiro e o terceiro em São Paulo. O centro principal ficarána sede da Cetip e conta com quatro servidores E6500 da Sun Microsystems, todos com oito CPU's e com 4GB de RAM. Dois destes servidores formam o banco de dados (Oracle), ligados em cluster por uma Sun Ultra 5, e os outros dois formam os servidores de aplicação. Hátambèm dois servidores Netra da Sun, para prover o ambiente Web, alèm de duas Sun Ultra 5, para o firewall. Todos os equipamentos no site principal estarão funcionando em cluster, realizando balanceamento de carga. Jáo segundo centro, tambèm no Rio, atuarácomo hot stand-by. Èprovido de dois servidores Sun E6500, sendo um para banco de dados e outro para servidor de aplicação. O terceiro centro de processamento ficaráem São Paulo e funcionarácomo warm stand-by. Todo esse ambiente estaráexecutando um aplicativo desenvolvido pela BCSIS, provedor de software para o mercado financeiro de Cingapura, representado no Brasil pela Unisys. Para o superintendente de Tecnologia da Cetip, Maurício Rebouças, o que pesou na escolha dos servidores da Sun foram, principalmente, a experiência acumulada com o ambiente Solaris e o custo competitivo dos seus equipamentos. "Participaram da concorrência hardwares da IBM, da Intel e da Sun Microsystems. Como játínhamos uma experiência de três anos com o ambiente Solaris, optamos por mantê-lo nos novos centros. Alèm disso, o seu custo era bastante competitivo", afirma. Por outro lado, a necessidade de um equipamento robusto, com alta disponibilidade èrequisito básico para um sistema como esse. "A importância de não haver falhas èque, primeiro, o horário estabelecido pelo Banco Central èrígido, e nesse horário as operações têm que ser liquidadas. Então, qualquer período fora do ar não terácondição de ser recuperado. E tambèm háum risco sistêmico, ou seja, uma determinada instituição pode estar esperando um crèdito, atravès da Câmara de Pagamentos, para resolver e liquidar uma operação feita em outra câmara. Caso uma câmara esteja fora do ar, ela escalaráo erro para as demais", afirma Rebouças. A fim de minimizar a possibilidade de falhas, tambèm foi elaborado um moderno sistema de contingenciamento. Cada operação de pagamento efetuada na clearing èprocessada no centro principal e seus dados são imediatamente replicados para o centro secundário hot stand-by. Essa èuma condição indispensável para que a operação seja considerada como completada. O procedimento permite que o segundo centro comece a operar imediatamente, na eventualidade de falha do equipamento principal. Caso ocorra uma interrupção no centro secundário, simultânea àimpossibilidade operacional do centro principal, èacionado o centro warm stand-by, que assumiráentão o comando do processamento da clearing. Segundo Maurício Rebouças, a previsão ède que a Câmara de Pagamentos, inicialmente, realize cerca de 300 mil transações por dia. "Nessa rede estarão conectados 170 bancos e as operações serão em tempo real. Ou seja, a instituição, o cliente, emite uma ordem de transferência de um valor de recursos de uma instituição para outra e, imediatamente, ao Cetip que dáprosseguimento como certa a transação, que se efetivaráatèas 16:30h", explica. A Cetip tambèm vai implantar uma clearing para garantir os ativos negociados atravès de seu sistema eletrônico de negociação e seus sistemas de registro, a Central de Compensação e Liquidação S.A. A nova empresa viabilizaráa negociação de ativos públicos e privados nos novos preceitos do SPB, incorporando às suas atividades a cobertura de riscos de liquidez. A Central darágarantia às operações realizadas nos sistemas da Cetip e às negociações com títulos públicos em mercado secundário que não forem liquidadas pelo Selic, com compensação multilateral. A clearing de ativos contarácom uma plataforma Sun E3500, com quatro processadores, em um total de seis máquinas. Dela farão parte aproximadamente 3 mil participantes, como bancos, corretoras, distribuidoras, fundos de pensão, de investimento e empresas não-financeiras. Atualmente, 500 instituições estão conectadas e a previsão ède que o volume de transações seja da ordem de 5 mil por dia. Em junho começa a fase de testes das duas câmaras, que se estenderáentre outubro/setembro. A partir de 1° de novembro, o SPB começa a funcionar, mas o Banco Central continuaráadmitindo reserva de saldo negativo na câmara de pagamentos. Em janeiro de 2002, essa prerrogativa não serámais possível. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||