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CASE EMBRATELOs novos desafios da Embratel Para enfrentar a concorrência, preservar a base de clientes e gerar novos negócios, a Embratel investe em uma nova estrutura de tecnologia da informação, baseada em plataforma Sun Atender 21 milhões de usuários domèsticos. Este èo principal desafio que se coloca a partir do início do próximo ano para a Embratel. Privatizada hápouco mais de um ano, a operadora de telefonia a longa distância deixa um mercado cativo - onde mantinha contato comercial direto apenas com 70 mil clientes empresariais - e passa a atuar em um ambiente competitivo, que exige uma ampla transformação dos seus processos de negócios. "Com a privatização, o 'motor' da empresa deixou de ser a engenharia e passou a ser a área de vendas e marketing. Sóque o marketing se move numa velocidade muito diferente daquela na qual a engenharia atua", explica o diretor de Tecnologia da Informação da Embratel, Luiz Maria Guimarães Esmanhoto. Para suportar a mudança dos processos internos e a transição para o mercado de massa, a Embratel promoveu a reestruturação da área de tecnologia da informação, que ganhou uma representação própria dentro da diretoria. Atèmarço deste ano, os recursos de informática da empresa eram administrados por um grupo de profissionais ligados àdiretoria Financeira e pelas áreas operacionais às quais estavam alocados. Segundo Esmanhoto, alèm de atender a uma necessidade absolutamente vital, a criação da Diretoria de Tecnologia da Informação èuma manifestação da importância da informática como instrumento da estratègia competitiva da Embratel. - Hoje, a informática èuma das principais áreas de investimento de uma empresa. Ela deixou de ser um mero instrumento de redução de custos para ser parte integrante da própria oferta de serviços das organizações. A privatização trouxe um adequado direcionamento de investimentos para a área de informática e a criação da diretoria deu expressão política a esses investimentos - afirma. De Milhares para Milhões O principal trabalho da área de Tecnologia da Informação ècriar e implantar a estrutura que vai suportar a mudança da atuação da empresa junto ao mercado. "Imagine o que èsaltar de sistemas que atendem a dezenas de milhares de clientes para sistemas que devem atender a dezenas de milhões", diz Esmanhoto, para dimensionar a tarefa. Segundo ele, isso exige o desenvolvimento de projetos mais complexos, como a revisão completa dos processos de coletas de dados, uma nova sistemática de ativação e faturamento de facilidades e novos procedimentos para tratar o sistema de contas a receber. Os novos sistemas foram reunidos no Projeto de Transição para o Mercado de Massa, que estádividido em seis grandes blocos: a criação de um banco de dados de mercado; criação de uma base de clientes domèsticos, integrada com as operadoras locais; montagem do centro de atendimento a clientes residenciais; centro de atendimento a clientes empresariais; faturamento e emissão das contas telefônicas. Todos esses processos são suportados por cinco servidores E10000 (Starfire), dois servidores E6500 e dois servidores E4500. O Projeto de Transição para o Mercado de Massa jáentrou em produção. Inicialmente, serão processadas em novembro 100 mil contas telefônicas. Em dezembro, serão 2 milhões de contas e, a partir de janeiro, todo o volume de ligações realizadas pelos clientes residenciais da empresa. As chamadas interurbanas são registradas pelos bilhetadores e acumuladas em um servidor E10000 e, depois de processadas pelo sistema de faturamento Kenan, são enviadas para o centro de impressão da Xerox em Barueri (SP), que emite as contas e faz a distribuição para o correio. Com capacidade de processamento de milhares de registros de chamadas ou CDRs (do inglês call detail records) por segundo, èum dos maiores sistemas de billing em telecomunicações do mundo e o maior em plataforma Sun. Outros três projetos estão sendo desenvolvidos pela diretoria da Tecnologia da Informação. Dois envolvem a criação de produtos específicos para os mercados de massa e empresarial e o terceiro tem como objetivo a transformação dos procedimentos administrativos e de gestão da empresa. Segundo Esmanhoto, a contabilidade èum exemplo bem dramático das necessidades de reformulação dos processos de gestão. "A contabilidade fiscal, que atende os requisitos de administração de uma estatal, èinsuficiente para uma empresa privada, onde os resultados precisam ser segmentados para permitir que se identifique as atividades lucrativas e as que precisam melhorar sua performance", explica. Os sistemas de gerência de rede tambèm serão modernizados. O processo de tratamento de facilidades, que èutilizado na comercialização dos circuitos de voz, serátotalmente modificado, de forma a permitir a sua integração com os processos administrativos. "Hoje, a instalação de uma nova linha de dados tem um prazo de espera de 60 dias, uma vez que este serviço depende de ações isoladas das diversas áreas envolvidas. Jáo novo sistema permitiránão sóa alocação imediata dos recursos como daráao vendedor informações atualizadas sobre as facilidades disponíveis. Alèm disso, o sistema teráligação direta com o faturamento", explica o diretor de Tecnologia. O sistema de administração de facilidades entra em funcionamento no final do ano 2000 e tambèm rodaráem um servidor E10000. Os sistemas administrativos internos continuarão rodando na estrutura de informática existente, baseada em mainframe, linguagem Cobol e bancos de dados Natural e Adabas. Atèo final do próximo ano, os sistemas de emissão das faturas de clientes empresarais migrarão para os servidores Sun, que, segundo Esmanhoto, "são a plataforma de renovação da Embratel". Segundo o diretor de Vendas para o mercado de telecomunicações da Sun, Vilson Guelmann, a Embratel èhoje o maior site de missão crítica Sun no Brasil. "Os equipamentos e sistemas são respaldados por uma estrutura de suporte tècnico dedicada, integrada por um gerente-tècnico de serviços, um gerente de integração e projetos, tècnicos-residentes e uma estrutura de answer center operando 24 horas, sete dias por semana, no Brasil, e 100% integrada ao call center Sun nos Estados Unidos, dedicado ao suporte dos sistemas Sun da MCI/Worldcom - 25 servidores E10000, apenas nos EUA", completa. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||