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CASE O GLOBOO Furo de Reportagem do Globo Jornal carioca èo primeiro veículo de comunicação fora da Alemanha a implantar o módulo de mídia do sistema SAP R/3, que roda em servidor E10000 No início do próximo ano, o jornal O Globo começa a implantar o sistema de gestão integrada SAP R/3. Um projeto de tal dimensão e complexidade representa por si sóum grande desafio para as empresas envolvidas. No caso do Globo, no entanto, háum desafio adicional: o jornal seráo primeiro, fora da Alemanha, a utilizar o módulo de mídia do R/3 e a integrar o ERP com o sistema Atex, que controla todo o processo de comercialização e paginação de anúncios. A previsão èque, atèabril, todas as áreas da empresas estejam integradas, concluindo um processo de um ano e quatro meses de duração. "Trata-se de um projeto audacioso, não sópelo prazo reduzido como pela realidade editorial do país, muito diferente da europèia", afirma Luiz Carlos Queiroz, gerente de Operações e Tecnologia do Globo. Ele cita dois exemplos para ilustrar essas diferenças. "Enquanto os europeus têm hábitos de leitura sedimentados e consomem o mesmo número de exemplares, os leitores brasileiros são mais sensíveis a diversos fatores. A meteorologia èum deles. Se a previsão para o domingo fôr de tempo nublado, o jornal vende mais. Jádia de chuva ou com sol forte traz o efeito contrário. O mesmo acontece com o futebol. A tiragem do jornal de segunda-feira èinfluenciada pelo vencedor da partida de domingo, explica. Outro exemplo dado por ele refere-se àpolítica comercial das publicações. "No Brasil, vendemos assinaturas anuais com opção de parcelamento em três vezes no cartão de crèdito. Isso sófunciona em nosso mercado", garante. O pioneirismo do projeto exigiu a implantação de um ambiente tecnológico de alta estabilidade. "Se qualquer um dos componentes do ERP ou do sistema Atex falhar, uma cadeia enorme de produção èparalisada: a captação de anúncios, o faturamento, a distribuição, a contabilidade e atèmesmo a área de recursos humanos páram, uma vez que o sistema ètotalmente integrado", explica Queiroz. Por reunir as características de flexibilidade, desempenho e disponibilidade exigidas para o projeto, o servidor Sun Enterprise 10000 (Starfire), com 284 CPUs e 22GB de memória, foi escolhido como plataforma dos sistemas R/3 e Atex. O ambiente de produção do R/3 roda em um servidor E3000, com 1GB de memória. Outros quatro E3000 estão dedicados ao sistema de pesquisa, àcentral de atendimento ao assinante e às áreas de circulação, marketing e financeiro. Alèm das características tècnicas, pesou na escolha do servidor E10000 a relação de parceria praticada pela Sun Microsystems, considerada fundamental para o êxito do projeto. "Uma importante demonstração da seriedade da estratègia de parceria da Sun foi a conduta da empresa em relação ànossa decisão de utilizar um sistema de storage de outro fabricante, decisão essa que foi tomada para atender uma demanda específica do projeto. A Sun não sóapoiou nossa escolha como nos ajudou a avaliar o sistema, mesmo estando fora do do processo, o que reforça cada vez mais a confiança que temos na empresa", afirma Queiroz. Para o gerente de Operações e Tecnologia do Globo, outra demonstração dessa estratègia èa relação estabelecida pela Sun com seus distribuidores. "Ao contrário de alguns fabricantes, que praticam uma política predadora ao deixar que suas revendas concorram entre si dentro de um mesmo cliente, a Sun escolhe o distribuidor mais qualificado para cada projeto, dando-lhe exclusividade junto ao cliente. Isso nos dásegurança para desenvolver uma relação estreita com essa empresa", explica. Preparar para o Futuro A implantação do sistema ERP faz parte de um processo de mudanças estruturais que estáem curso nas Organizações Globo e que tem entre seus objetivos a preparação das empresas para o novo cenário do mercado de comunicação - caracterizado pela mudança tecnológica e pela convergência e integração das diversas mídias. Queiroz faz parte de um grupo que reúne profissionais do Infoglobo, do Sistema Globo de Rádio, da Editora Globo e da gráfica Globo Crochane. Denominado Mira (Mídia Impressa e Rádio), esse grupo procura identificar e trabalhar as sinergias entre as quatro empresas. Segundo ele, a Internet jáèuma realidade dentro da empresa. "Não vemos a Internet como uma ameaça, mas sim como uma oportunidade e estamos trabalhando para aproveitá-la", afirma. As mudanças não são novidade para os profissionais do Globo, que passou por diversas transformações, principalmente na última dècada. "Temos uma constância, que èa mudança", brinca Queiroz. Para poder atender às demandas criadas por essa dinâmica, a área de Tecnologia da Informação montou uma infra-estrutura tecnológica amparada em uma relação de parceria com os fornecedores. "Para termos tranqüilidade em relação àadministração, disponibilidade e àestabilidade dos sistemas, e tambèm em relação àassistência tècnica, nós elegemos alguns parceiros, que nos ajudam nessa empreitada. A Sun èum deles", explica Queiroz. A parceria com a Sun foi sendo desenvolvida ao longo dos 10 anos de relacionamento comercial entre as duas empresas. Os primeiros sistemas Sun implantados no Globo estavam dedicados ao processo de tratamento de imagens. Posteriormente, a plataforma Sun foi estendida àredação. O sistema editorial Goodnews, da empresa italiana Tera, roda em quatro servidores SPARC 20, com 256MB de memória e 20GB de disco. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||