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Em casa de ferreiro seguro, o espeto não é de pauPara garantir a total segurança de suas operações, a Liberty Pau lista Seguros adota arquitetura Risc, com plataforma Sun-Oracle Em uma empresa deseguros, segurança deve estar sempre em primeiro lugar. Esse foi um dos motivos que levaram a Liberty Paulista Seguros, companhia que há 95 anos atua no mercado brasileiro, a decidir, em abril de 2001, investir em uma nova plataforma de informática, baseada em equipamentos da Sun Microsystems. A então chamada Companhia Paulista de Seguros Marítimos e Terrestres foi criada em São Paulo, em 1906. Exatamente 90 anos depois, em 1996, a empresa era adquirida pelo grupo norte-americano Liberty Mutual – o maior do mundo em acidentes de trabalho – passando a se chamar Liberty Paulista Seguros. O Grupo Liberty Mutual foi fundado em Boston há 90 anos e hoje emprega cerca de 39 mil pessoas em todo o mundo, atuando em países como Espanha, Canadá, China, Argentina, Venezuela, Reino Unido e Colômbia, entre outros. Com um faturamento de US$ 14 bilhões por ano, o Grupo trouxe know-how internacional para a Liberty Paulista, além de novos investimentos em tecnologia e no desenvolvimento de novos produtos e serviços para atender as expectativas de consumidores cada vez mais exigentes. Em termos de tecnologia, uma das principais mudanças ocorridas na companhia foi com relação à arquitetura dos sistemas. “Praticamente não tínhamos nenhum servidor Risc. E nossos maiores problemas estavam nos servidores das bases de dados, que não davam suporte aos requisitos mínimos do negócio. Tínhamos impactos profundos em performance e disponibilidade. Então, partimos para a análise de alternativas Risc”, afirma Saulo Meneghini de Britto, superintendente de Tecnologia da Liberty Paulista. Quatro plataformas Risc foram avaliadas. E a Sun Microsystems, através de sua parceira Dedalus Sistemas, foi a que apresentou a solução mais completa, de acordo com os critérios de preço, performance e integração (servidor, storage e solução de backup com unidades robotizadas), estipulados pelos técnicos da Liberty. Além desses, outros pontos foram levados em consideração. “Todas as recomendações do mercado indicavam que servidores Sun com banco de dados Oracle seria um casamento perfeito”, revela Saulo de Britto. “A empresa também recorreu à métrica do TPC, uma organização norte-americana que analisa ambientes padrões, avaliando performance das máquinas e cruzando os dados obtidos com o custo total dos servidores”, acrescenta. Pouco tempo foi preciso desde a definição do desenho da arquitetura, feito em conjunto com o pessoal da Sun, até a implementação dos sistemas. Em março de 2002, o ambiente de produção entrou em funcionamento, com dois servidores E4500, em Sun Cluster 3, um E3500, destinado ao gerenciamento de apoio, além do storage partilhado Sun T3. Toda a infra-estrutura fica centralizada em São Paulo, que serve de base para os acessos feitos de diversos pontos do Brasil. A Liberty Paulista possui 30 filiais em todo o país e opera com mais de 4 mil corretores. O foco da companhia é o ramo de automóveis, que representa cerca de 80% de sua produção. Os demais 20% se dividem entre grandes riscos, vida e seguro residencial. Para permitir um acesso rápido ao banco de dados corporativo e a seus sistemas de sinistro, emissão de apólices e consulta de preço, é essencial dispor de uma robusta plataforma de informática, com alta disponibilidade. A empresa chega a ter 1 milhão de acessos diários, com 750 processos de sinistro e 3 mil apólices emitidas todos os dias. A infra-estrutura de equipamentos Sun implantada trouxe enormes vantagens para a empresa. Isso pode ser comprovado por alguns dados: antes da nova arquitetura, a média de chamadas por problemas de acesso e performance recebidas pela empresa era de aproximadamente 40 por dia. Hoje, esse número é quase zero. Antigamente, as máquinas precisavam ser reinicializadas a cada dois ou três dias, porque travavam. E desde que o sistema está em produção, há dois meses, nunca houve parada de máquina. A performance dos servidores também surpreendeu os técnicos da Liberty. No caso do sistema online, os ganhos foram de até 50% no tempo de resposta. E em relação à operação batch, ou seja, o balanço diário (fechamento), o processamento caiu pela metade do tempo. Saulo de Britto ressalta dois pontos que, para ele, foram fundamentais na parceria com a Sun Microsystems. Por um lado, a flexibilidade das condições comerciais. “Precisávamos de uma configuração com uma capacidade de disco, memória e velocidade que ultrapassaria o orçamento disponível. Então, expusemos o problema e negociamos uma solução que atendeu plenamente os dois lados”, diz. Por outro lado, Saulo frisa o comprometimento. “O pessoal da Sun vestiu a camisa e arregaçou as mangas, para trabalhar com a minha equipe. Não diziam: ‘vá lá e faça isso!’ Faziam junto. Teve até um rapaz que praticamente mudou para a minha sala. Ele sentava e abria o seu computador aqui na minha mesa”, lembra, rindo. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||