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Certificação digital,o novo alvo da Serasa

Uma das maiores instituições de análises e informações cadastrais do mundo, em presa investe em tecnologia Sun para agregar valor aos seus serviços de certificação

Criada em 1968 pelas instituições bancárias que queriam dar maior qualidade e segurança às operações de crédito, a Serasa é hoje uma das maiores empresas de análises e informações econômico-financeiras e cadastrais do mundo. Esse crescimento ocorreu principalmente na última década, quando a empresa investiu em avançados recursos tecnológicos, e soube aproveitá-los de forma a trazer benefícios reais a seus clientes. A Serasa montou um moderno ambiente para a oferta de soluções de informações, em que, ao lado de mainframes, os servidores da Sun Microsystems têm desempenhado um papel de extremo destaque. Mais recentemente a Serasa decidiu trabalhar firme no que acredita ser o novo filão do mundo dos negócios eletrônicos, a certificação digital, tendo já obtido o mérito de ser a primeira certificadora privada a ser credenciada pela ICP-Brasil.

Desde o início de suas operações, a Serasa começou a criar um enorme banco de dados cadastrais, com informações básicas de todas as empresas operando no Brasil. Aos poucos, a esse banco de dados foram acrescidos dados de protestos, ações executivas e informações gerais de inadimplência das empresas, e que depois estenderam-se também às pessoas físicas. Desta forma, a consulta à Serasa tornou-se uma garantia a mais para a diminuição do risco associado a qualquer tipo de negócio, contribuindo assim de forma expressiva para o desenvolvimento de nossa economia, o que é evidenciado pelas 2,5 milhões de consultas online-realtime que lhe são endereçadas diariamente hoje.

A partir de 1993, com o crescimento da microinformática dentro das empresas e a diversificação do parque de seus clientes, a Serasa resolveu investir em tecnologias que permitissem novas conexões diretas entre as entidades e o seu banco de dados. Os técnicos da Serasa decidiram, então, agregar também a seu ambiente servidores de arquitetura Unix, e os primeiros servidores dessa linha foram implantados ainda naquele ano.

A experiência inicial não vingou porque as máquinas colocadas inicialmente não apresentaram boa performance. Foi aí que a Serasa partiu para a implantação de plataformas mais robustas, da Sun Microsystems. “Começamos a olhar novos caminhos. Fizemos uma viagem para os EUA com o nosso presidente e visitamos a fábrica da Sun Microsystems. Logo depois, através de um contato com a Dedalus Sistemas, trouxemos os nossos primeiros servidores Sun, e não paramos mais. Evoluímos com a Sun”, afirma Tacito Pereira Nobre, diretor de Novas Tecnologias de Telemática da Serasa.

Logo, o investimento começou a dar retorno. Com a transmissão de informações por via eletrônica, a Serasa ganhou mais clientes, que passaram de 500 para 50 mil, nos últimos 10 anos. Por outro lado, o número de consultas diárias, que era de 30 mil, chega hoje a 2,5 milhões. A Serasa também aumentou o número de links ponto-a-ponto com grandes empresas para mais de 300.

É claro que o incremento dos negócios não se deveu somente às novas tecnologias de telemática. A Serasa também buscou o aperfeiçoamento da oferta de serviços baseados em novas tecnologias de crédito e colocou à disposição de seus clientes o “credit scoring”. Espécie de pontuação dos possíveis devedores, o “scoring” é baseado no conceito de “credit bureau”, utilizado nos EUA, e dá determinada pontuação para os cadastrados, de acordo com seus hábitos de consumo. “A Serasa desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos que dão a probabilidade de que uma dívida venha ou não ser paga. É uma previsão da possibilidade de inadimplência”, explica Tacito Nobre.

Além disso, com o objetivo de diminuir ainda mais os novos riscos surgidos na realização de negócios pela Internet, a Serasa começou, em 1999, a montar uma estrutura própria para emissão de certificados digitais. Dois anos depois, o projeto começou a produzir seus frutos quando o Banco Central credenciou a Serasa como entidade certificadora para o Sistema de Pagamentos Brasileiro.

Novamente, a Sun foi a parceira escolhida para fornecer as máquinas onde operam os software de certificação digital, da RSA Security e da Entrust. Ao todo, entre máquinas que dão suporte ao backbone de Internet, ao EDI e, agora, à certificação, a Serasa já dispõe de 35 servidores da Sun.

Para Tacito Nobre, a Serasa conseguirá em pouco tempo um número grande de clientes neste novo campo de negócios de Certificação Digital, justamente porque a empresa já detém uma vasta experiência e credibilidade no tratamento de informações cadastrais. Ele ressalta, ainda, um diferencial da Serasa em relação às outras entidades certificadoras: a certificação com valor agregado. “Quando um cliente acessar um portal de compra, por exemplo, este irá disparar automaticamente uma consulta no banco de dados do Serasa, que já dará o ‘scoring’ para o crédito. O certificado digital, além de permitir a verificação que as partes envolvidas no negócio são autênticas, facilitará também a concretização mais rápida do negócio. Com o credenciamento já obtido junto à ICP-Brasil, os benefícios serão ainda maiores, pois os registros em papel das transações não mais serão necessários”, acrescenta.