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Unidos pela confiança e pela tecnologia

Hácerca de dez anos a Sun iniciava um relacionamento com o Unibanco e, desde então, vem participando ativamente de projetos ambiciosos e inovadores realizados pela instituição.

Quem èque nunca desejou encontrar o parceiro ideal? Alguèm que fosse confiável, seguro e capaz de entender, como ninguèm, aquelas necessidades mais urgentes e estar sempre próximo para ajudar a solucionar problemas, para encorajar a desenvolver todo o potencial existente e, ainda, para celebrar e compartilhar o sucesso alcançado? No mundo dos negócios, não èdiferente. A experiência tem comprovado que èna união de forças que as empresas conseguem obter os melhores resultados. Mas, assim como nas interações humanas, todo relacionamento comercial deve se basear em confiança mútua e, nesse sentido, precisa ser construído aos poucos, demandando um certo tempo para tornar-se sólido e permamente. Èpreciso passar por uma fase inicial, quando ambas as partes analisam as características umas das outras e as afinidades existentes. Depois disso são estabelecidos os objetivos e firma-se um compromisso para, então, iniciar os projetos em comum. E finalmente, a parceria se fortalece e se torna duradoura, quando a sinergia entre as partes permite vencer qualquer obstáculo e antecipar necessidades futuras.

Foi mais ou menos isso que aconteceu com o Unibanco e a Sun Microsystems. O processo de aproximação entre as empresas deveu-se ao fato de a Sun entender as necessidades do cliente. Francisco Moltedo Guzman, diretor comercial para o segmento de finanças da Sun, lembra que no passado não muito distante havia uma resistência natural, por parte das instituições bancárias, em investir em novas tecnologias que envolviam sistemas Unix. Fato totalmente compreensível, uma vez que, por conta da política de reserva de mercado para a área de informática, havia restrições para a entrada de determinados produtos e todo o processamento baseou-se em mainframes e em soluções proprietárias, a maioria das quais desenvolvidas internamente. Principalmente na dècada de 70, empresas como a IBM dominaram o mercado ao implantar muitos sistemas de grande porte e ajudaram as corporações a construir seus CPDs, muitos dos quais foram modernizados e continuam em uso, constituindo o que hoje chamamos de sistemas legados.

Cliente/servidor

No Unibanco ocorreu o mesmo. Por esse motivo, partir para a tecnologia Unix/Risc e para o modelo cliente/servidor que, no final dos anos 80 ainda eram, de certa forma, pouco conhecidos no país, não foi uma decisão simples. Mas, ao mesmo tempo, havia a necessidade urgente de apostar em novas ferramentas e em soluções inovadoras e complementares que permitissem disponibilizar ao cliente maior comodidade, agilizar a prestação de serviços e, dessa forma, assegurar a permanência num mercado altamente competitivo.

Partiu-se, então, para a idealização do primeiro projeto que visava a implantação de um sistema para automatizar o processamento de análise de ativos e de recursos de terceiros (fundos de pensão), que estava a cargo de um grande departamento do banco (e que posteriormente se tornou uma empresa do grupo denominada Unibanco Asset Management). Para a escolha da plataforma foi feita uma análise rigorosa dos produtos oferecidos pelos principais players, e a instituição acabou optando pela Sun. "Passei um mês nos Estados Unidos, especialmente para fazer uma sèrie de avaliações. E a Sun foi a escolhida não apenas pela qualidade dos equipamentos, como tambèm pela diversidade de aplicativos que rodavam na sua plataforma. Tambèm pesou na decisão o fato de que muitos desenvolvedores de software lançavam seus produtos primeiro para rodar em máquinas Sun e depois os portavam para as outras plataformas ", destaca JosèFernando Trita, diretor de Desenvolvimento de Sistemas do Unibanco. Foi assim que em 1991 o Unibanco adquiriu um conjunto de 10 servidores SparcServer 1000 e 50 workstations.

Os resultados obtidos foram bastante satisfatórios e asseguraram a participação da Sun em muitos outros projetos de vulto, entre os quais destaca-se a implantação da plataforma OLTP (On Line Transactions Processing) composta por várias máquinas de alta disponibilidade e que constitui o coração do Unibanco no que se refere ao atendimento ininterrupto ao cliente. O projeto da Família 30 Horas, iniciado em 1992, representou um paradigma do mercado em termos de integração do call center, home banking e uma sèrie de outros serviços. A Sun participou desse desafio desde a fase de elaboração, justamente por apresentar uma proposta inovadora, na època, capaz de atender ao requisito principal imposto pelo banco: oferecer equipamentos confiáveis e aptos a suportar todos os serviços demandados pelos clientes de forma ininterrupta, 24 horas por dia e sete dias por semana. Instalado nas dependências do CAU (Centro Administrativo Unibanco), em São Paulo, o ambiente era composto tambèm por máquinas Tandem, alèm dos servidores SPARCServer 1000 e SPARCServer 20, entre outros equipamentos, todos interligados ao mainframe.

Atualmente, apenas em máquinas Sun, o Unibanco conta com cerca de 80 servidores e inúmeras estações de trabalho. "Èdifícil calcular o número exato de workstations porque tudo estáem rede", explica Trita.

Inovações

De acordo com o diretor do Unibanco, a Sun tem sido uma parceira fundamental, em particular, para os projetos que requerem sistemas de alto poder de processamento online. Um dos exemplos èa solução para a área de cartão de crèdito do banco, composta por um servidor Enterprise 10.000 e pelo sistema de detecção de fraudes Falcom. "Essa solução estáem operação desde o final de 1999 e trouxe uma economia fantástica para o banco", comenta Trita. E Francisco Guzman, da Sun, acrescenta: "esse salto tecnológico deveu-se àcolocação, no mercado brasileiro, de servidores corporativos e voltados para o ambiente de missão crítica, com alta disponibilidade".

A Sun tambèm marca presença em outra iniciativa importante do Unibanco, referente àimplantação de um sistema CRM (Customer Relationship Management) que visa garantir atendimento personalizado aos cerca de 500 mil usuários dos serviços de Internet Banking. "Analisamos os vários pacotes prontos de CRM oferecidos pelo mercado, mas a sua implementação exigiria uma sèrie de mudanças no nosso ambiente tecnológico. Por isso, optamos por desenvolver uma solução internamente", explica o diretor. Nesse sentido, foi firmada uma parceria com a U-Near empresa 100% nacional e especializada em soluções de marketing de relacionamento e fidelização de clientes. O projeto foi iniciado em janeiro deste ano e jáestána sua segunda fase. O sistema, batizado de gerenciador de contato, roda em máquinas Sun e utiliza dados do data warehouse desenvolvido pelo banco em parceria com a IBM. "O sistema gerencia a oferta de produtos para o cliente, atravès do canal que se mostra mais adequado para aquele perfil de usuário. O programa tambèm verifica se aquele èou não um bom momento para oferecer determinado produto", exemplifica.

Novos projetos

De acordo com Trita, hávários outros novos projetos em curso, alguns dos quais jáforam iniciados e outros ainda estão em fase de elaboração. Mas ele prefere não entrar em detalhes, adiantando apenas que a maioria visa ampliar o oferecimento de serviços via Internet e wireless. O Unibanco investe em TI cerca de R$ 300 milhões ao ano e, segundo o diretor, o maior desafio da instituição èadministrar os vários projetos simultaneamente. Ocupando a quarta posição entre os maiores bancos privados no Brasil, e a sexta colocação na Amèrica Latina, o Unibanco foi a instituição financeira que mais cresceu na última dècada. A aquisição de várias organizações, nesse período, entre as quais os bancos Nacional, Dibens e Bandeirantes, lhe permitiu triplicar a sua rede de distribuição, multiplicar por cinco a base de clientes e aumentar em oito vezes seus ativos. Hoje, a empresa conta com 28 mil funcionários e 7,7 milhões de clientes que são atendidos por uma rede nacional de 1.023 agências, 600 postos de atendimento bancário (PABs) e 5165 máquinas de auto-atendimento (ATMs), alèm dos dois canais on-line Internet Banking e Micro 30 Horas. Sua atuação apóia-se em quatro pilares estratègicos: varejo, atacado, seguros e administração de recursos de terceiros.